As ações do núcleo Rio Grande do Norte no Abril de Lutas pela Saúde 2021
As ações do núcleo Macaé no Abril de Lutas pela Saúde 2021
Soma das agendas de luta
Atividades do núcleo CEBES-AL nos meses de março e abril.
O Núcleo CEBES-AL, juntamente com integrantes da Campanha periferia Viva e MTD-AL, protagonizaram entre os meses de março e abril uma série de ações em defesa do SUS e em defesa da vida, frente a crise humanitária (sanitária, econômica e política), agravada por um governo federal negacionista e genocida, o que tem levado a morte milhares de brasileiros pela COVID-19. As ações realizadas levantaram as bandeiras pela defesa do SUS, auxilio emergencial de 600 reais e vacinas para todos já. Esses são os caminhos para o enfrentamento dessa crise tão grave.
Março
No mês de março iniciamos a mobilização e realização da 6ª turma do Curso Agentes Populares de Saúde, que contou com a participação de 20 lideranças de sete comunidades. Iniciamos o curso apresentando um panorama da situação. O Brasil ocupa o primeiro lugar mundialmente em mortandade pelo COVID-19. O governo nunca apresentou um plano de enfrentamento da pandemia e atrasou o início da vacinação, única forma de enfrentarmos o avanço da pandemia. Bolsonaro usa a pandemia como instrumento de sua necropolítica genocida para matar parcela da população vulnerabilizada, periférica, pobre e preta. Também foi discutido sobre a condição da mulher neste contexto, por estarmos no mês que comemoramos o 8 de março. A pandemia levou ao aumento da violência contra as mesmas, afinal ocupamos o 5º lugar em feminicidio. “Dia 08 é dia de luta e não dia de flores”, fala de uma das mulheres presente.
O curso foi realizado em duas etapas, com 3 módulos. No primeiro momento abordamos o diagnóstico da comunidade: Quem somos nós? O que conhecemos sobre o vírus? Como eliminar o vírus? No segundo foi dialogado estratégias de como ajudar sua comunidade e no terceiro a luta por direitos e defesa do SUS.
REGISTRO FOTOGRÁFICO DOS MOMENTOS DO CURSO
Maria Martins e Edna falando da reforma sanitária em defesa do SUS.
Abril
No mês de abril nossas atividades foram focadas nas ações do dia MUNDIAL DA SAÚDE – 8 de abril e finalização da sexta turma do curso dos Agentes populares.
No dia 07 de abril o CEBES-AL e o Fórum em defesa do SUS realizaram ato em ponto central de Maceió.
Ato simbólico no elevado do CEPA reivindicou vacinas, volta do auxílio em R$600 e medidas protetivas efetivas contra a Covid.
O Dia Mundial da Saúde caiu este ano como um grito em todo o país. Contando mais de 340 mil mortos, e 3.829 registrados só nas últimas 24 horas desta terça 7, movimentos sociais realizaram atos simbólicos em todo o país a fim de compartilhar o luto e intensificar o alerta de que a escalada da pandemia no Brasil trata-se de um projeto político composto por medidas, negligências e escolhas conscientes.
Compondo a Frente Nacional contra a Privatização da Saúde, militantes do Fórum em Defesa do SUS, MTST, CEBES-AL posicionaram faixas no alto do viaduto do CEPA, no Farol. Em uma mobilização performática, a fim de evitar aglomerações, a mobilização chamou atenção da população reivindicando vacinas, auxílio emergencial de pelo menos R$ 600, e medidas efetivas de combate ao Covid-19.
No início da pandemia, a população pobre não entendia muito. O próprio Governo Federal fez campanhas de mentir com relação à Covid-19, mas a realidade expõe a crise sanitária, econômica, a carestia. Quem está na periferia está desempregado passando dificuldade, passando fome. São cerca de 19 milhões de brasileiros de volta à miséria. É uma situação muito precária. Enquanto os países têm feito uma série de medidas protetivas, com avanço da vacina, a gente ainda está na briga para sobreviver por conta de um governo que não está nem aí.
Nesse mesmo caminho, a professora Edna Bezerra, que integra o Fórum e o CEBES-AL, levanta a bandeira de fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). “Vivemos em um momento difícil no país, com quase 350 mil mortos e sabemos que teria sido muito pior se não tivéssemos um sistema público e universal, se não fosse o SUS, que foi uma conquista dos últimos 30 anos de muita luta de movimentos de reforma sanitária para que todos tenham a saúde como direito. Hoje, temos cortes diversos, como a PEC Emergencial 95, que congelou gastos com saúde que hoje nos afeta tão grandemente”.
A docente também atenta também sobre a liberação de vacinas para iniciativa privada. “Tivemos mais um ataque com a aprovação ontem do camarote da vacina, onde as empresas privadas vão comprar vacina para os seus, vão furar fila sim, porque os grupos prioritários como idosos e pessoas com comorbidades não terão o mesmo acesso como os que têm dinheiro”, denuncia.
“Essa caminhada de luta é para que gente enfrente esse governo genocida que está aí, massacrando o povo brasileiro em uma necropolítica que deixa a população mais vulnerabilizada, empobrecida, periférica e negra à margem da sociedade”, finaliza.
Oficina de sabão ecológico na sexta turma do curso Agentes populares de saúde – dia 04/04
Entrega dos certificados da 6ª turma dos agentes populares de saúde.


