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Um falcão no comando do PT
Câmara fria ficou pronta e precisará de um prazo para atingir a temperatura ideal e armazenar o plasma para a produção de hemoderivados no Brasil
O primeiro prédio da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás) foi inaugurado ontem, no começo da tarde, em Goiana, a 63 km do Recife. É o primeiro dos 19 blocos que vão compor a fábrica responsável por produzirá hemoderivados – medicamentos feitos à base do plasma do sangue humano. “É o início de uma nova era em que o Brasil vai passar a fazer parte dos países com tecnologia para fabricar hemoderivados”, disse o ministro da saúde, Alexandre Padilha. Atualmente, 14 países produzem esses medicamentos. A fábrica de Goiana tem investimento estimado em R$ 670 milhões.
“O Brasil ainda se orgulhará muito deste complexo fabril que produzirá, com qualidade internacional, os seis tipos de hemoderivados de maior consumo no mundo”, afirmou o presidente da Hemobrás, Romulo Maciel Filho. Com uma área construída de 2,7 mil metros quadrados, o prédio será a câmara fria, local utilizado para armazenar o plasma para fabricação dos hemoderivados. Esses medicamentos são usados para tratar pacientes portadores de hemofilia, câncer, aids, cirrose, queimaduras de terceiro grau e imunodeficiência primária – doença na qual as pessoas nascem sem os mecanismos de defesa.
A câmara levará um tempo para atingir a temperatura ideal e passar a receber o plasma. É necessário chegar a 35 graus centígrados negativos, o que só deve acontecer a partir de julho de 2012. Até lá, serão realizadas as inspeções exigidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a validação para declarar a Hemobrás apta a fazer o procedimento industrial.
Por enquanto, todo o plasma brasileiro continuará indo para França, onde é transformado em hemoderivado, voltando ao País para ser consumido. A expectativa do governo federal é inaugurar toda a unidade em 2014. O primeiro bloco representou um investimento de R$ 27,4 milhões.
TRABALHADOR
O operário Dário Evangelista faz parte do grupo de 450 pessoas que participaram da construção do empreendimento. Ao descerrar a placa de inauguração, ele foi chamado para representar os trabalhadores. Ex-cortador de cana-de-açúcar, Evangelista declarou que a implantação da Hemobrás melhorou a vida dele e de outros que estavam ali, referindo-se ao fato de que os cortadores de cana só têm trabalho nos seis meses da moagem. O ponto alto de contratação será no primeiro semestre de 2012, quando 800 pessoas estarão trabalhando na construção.
