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Melhora do saneamento no Brasil fica aquém da situação de outros emergentes

9 de maio de 2014

Por Assis Moreira, do Valor Econômico

O Brasil aumentou em cerca de 15% o número de pessoas que passou a ter acesso a saneamento básico desde 2000, mas o ritmo ainda é inferior à alta de outros grandes países emergentes, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

No país, 31,7 milhões de pessoas passaram a ter acesso a melhores instalações sanitárias e 29,7 milhões de pessoas a água adequadamente protegida de contaminação no país, levando-se em conta uma população total de 198,6 milhões de habitantes em 2012, cifra utilizada pelas duas agências da ONU.

Os dados do relatório indicam que há progressos importantes que precisam continuar a ser feitos na área sanitária no país, o que significa também a perspectiva de bons negócios no setor.

Segundo a OMS e a Unicef, houve aumento de 15% no número de pessoas que passou a ter acesso a instalações sanitárias melhores (que higienicamente separa excrementos do contato humano) no país desde 2000. É igual à expansão na Argentina, mas inferior aos 17% na China, 19% no México, 21% na África do Sul e Filipinas, e 25% na Índia, por exemplo. Em 1990, 79% da população vivendo nas áreas urbanas podiam usar melhores instalações sanitárias, mais do dobro que os 31% nas zonas rurais. Em 2012, 87% das pessoas na zona urbana e 48% na zona rural tinham acesso a sanitário básico.

O Brasil é um dos 28 países onde houve progressos nas condições sanitárias na zona rural. No entanto, 17% das pessoas que vivem nessas áreas ainda defecam a céu aberto, comparado a 48% em 1990. Pobres condições sanitárias e água contaminada podem transmitir doenças como cólera, diarreia, disenteria, hepatite A e tifoide.

No Brasil, mais 16% da população passou a ter acesso a água potável desde 2000 – comparado à alta de 21% no México, 22% na Malásia e Filipinas ou 24% na China, mas superior aos 14% na India e 12% na Argentina

Em 1990, cerca de 96% das pessoas nas zonas urbanas tinham água de fonte protegida de contaminação externa, comparado com 68% na zona rural. Em 2012, as cifras passaram para 100% e 85% respectivamente.

Nas zonas rurais brasileiras, a água encanada, por exemplo, do poço para a casa, passou a atender 67% das pessoas em 2012, comparado a apenas 39% em 1990. A água encanada da rede pública era bem menor.

Globalmente, desde 1990 quase 2 bilhões de pessoas ganharam acesso a melhores instalações sanitárias e 2,3 bilhões passaram a ter água potável e 1,6 bilhão, água encanada. Mais da metade da população mundial vive nas cidades e as zonas urbanas têm melhores condições sanitárias.

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