
CNS e Ministério da Saúde realizam a 17ª Conferência Nacional de Saúde em julho de 2023

Mais de cem entidades lançam manifesto pela legalidade nas eleições
Matéria do Intercept Brasil, publicada no início de Maio, apontou para mudanças preocupantes na Caderneta de Gestante. O documento faz a defesa da episiotomia, corte feito na vagina durante o parto para facilitar o trabalho do médico, e da manobra de Kristeller, que consiste em fortes empurrões e apertos na barriga da gestante feitos com as mãos, braços ou cotovelos durante o parto. A nota da Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos lançou nota repudiando as mudanças.
A Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos manifesta seu repúdio ao lançamento pelo Ministério da Saúde da sexta edição da Caderneta da Gestante, que recomenda práticas ultrapassadas, agressivas e humilhantes para serem utilizadas contra as gestantes e parturientes.
A Caderneta prevê procedimentos como a episiotomia e a manobra de Kristeller, práticas não indicadas pela OMS- Organização Mundial da Saúde – que não se sustentam em evidências científicas e que podem causar graves riscos à mãe e ao recém-nascido.
O secretário de Atenção à Saúde Primária, Raphael Câmara, o principal divulgador dessa caderneta e da nova Rede de Atenção Materno Infantil- RAMI- que pretende substituir a rede Cegonha, é fervoroso defensor da abstinência sexual como contracepção para jovens e opositor do ensino do uso de contraceptivos. Entre outras recomendações duvidosas orienta que a amamentação funcionaria como prevenção segura de nova gravidez. O secretário é também um forte opositor às orientações que visam eliminar a violência obstétrica.
Nós, mulheres integrantes da Rede Feminista de Saúde, mais uma vez denunciamos as agressões aos nossos corpos mediante intervenções médicas abusivas e cruéis. Sabemos que o corpo da mulher é um território em disputa pelos conservadores de diferentes matizes. A isso nos opomos e utilizaremos todos os meios para coibir e combater esses abusos.
Para cúmulo do escárnio e do desrespeito essa Caderneta foi lançada como uma homenagem aos Dia das Mães. Enfim, nada de diferente daquilo que o presente governo sempre faz contra brasileiros e brasileiras, tendo como fato mais emblemático as ações negacionistas e genocidas durante a pandemia do Coronavirus, e o grande aumento no número de mortes maternas devido à demora em definir as gestantes como grupo de alto risco e assegurar vacina a elas.
A conclusão é que temos um governo necrófilo, que transformou o Ministério da Saúde em Ministério da Morte. Por isso resistimos, lutamos, e vamos parir não só nossos filhos e filhas, mas a democracia, a mais esperada das filhas em 2022.
SALVE O 28 DE MAIO, DIA INTERNACIONAL DE LUTA PELA SAÚDE DA MULHER E DE PREVENÇÃO À MORTE MATERNA!



